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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Desemprego atinge máximo histórico


O Bloco de Esquerda considera que o aumento do desemprego, que atinge hoje a taxa mais alta de sempre,  é resultado directo das políticas da troika e da estratégia de facilitar o desemprego que se têm sido levadas a cabo por este governo PSD/CDS, com a conivência do PS.
A política de Passos Coelho é a de criar desemprego, já no início de Maio o primeiro-ministro afirmava, de forma absolutamente displicente e despreocupada, que a taxa de desemprego ia aumentar em 2012, está apostado nisso até já criou um slogan: “o desemprego é uma oportunidade”.
Numa altura em que Portugal atinge o pico da taxa de desemprego, tal atitude de um primeiro-ministro  é inadmissível.
Ter o desplante de afirmar que o desemprego deve ser encarado como oportunidade, quando é uma situação alarmante que afecta famílias inteiras, e de salientar sobretudo aqueles que já não tem idade de voltar a entrar no mercado de trabalho - como no caso do Vale do Ave onde  o tecido industrial foi abandonado, e os trabalhadores dessas empresas não vêem qualquer possibilidade de emprego, seja pela idade, ou pela simples falta de oferta -  isto mostra bem que o governo lida com uma ligeireza incompreensível com esta situação e que não vê nisto um problema. 

O Bloco de Esquerda entende que a proporção que o desemprego assume hoje é um dos problemas mais importantes do país e reafirma que é preciso recuperar o investimento para que se possa criar emprego, o que não é possível quando se aceita impassivelmente o saque da troika à nossa economia. 
Trata-se de uma situação insustentável: um milhão de pessoas no desemprego, significa uma perda de milhões quer em produção quer em contribuições para a segurança social.
Para recuperar a economia não se pode facilitar os despedimentos, é necessário inverter este ciclo e rejeitar de forma irredutível as políticas de austeridade que não fazem mais que afundar o país, e nele a vida de milhares de pessoas. 

Iluminação pública- bloco reúne com moradores


Uma delegação do Bloco de Esquerda reuniu com os moradores da urbanização do Peixoto em Pevidém,  para se inteirar da realidade que estes vivem desde que o prédio foi construído, há mais de 12 anos.
Desde essa altura, o loteamento e a rua onde se insere o prédio nunca foi dotado das infra-estruturas eléctricas, pelo que todo o conjunto não possui qualquer tipo de iluminação pública.

Os moradores já haviam feito chegar à câmara municipal um abaixo assinado a pedir a resolução deste problema, não se tendo verificado ainda qualquer movimento por parte da Câmara nesse sentido.

Os moradores deram ao Bloco de Esquerda conta das suas preocupações e de uma realidade alarmante, de permanente insegurança, particularmente agravada nos dias de inverno em que as crianças percorrem o caminho de escola a casa numa total escuridão.

O Bloco de Esquerda não pode deixar de se solidarizar com a preocupação destes moradores, tendo assumido com todos que, dentro da sua capacidade de intervenção, apoiará todas as acções que os moradores venham a desenvolver, nomeadamente a exigência de que a Câmara Municipal cumpra o seu dever para com a sua segurança.

O Bloco de Esquerda não compreende que um loteamento construído há pouco mais de uma dezena de anos não tenha sido assegurado à partida, aquando do licenciamento do loteamento: todas as infra-estruturas que incluem a iluminação pública. Esta situação carece da maior atenção e urgência, não se devendo deixar protelar por mais tempo, já que os principais prejudicados são os moradores, sendo os únicos que não têm responsabilidade na situação em que se encontram.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Regulamento eleitoral: coordenadora concelhia

Podem consultar aqui o regulamento para as eleições para a coordenadora concelhia.
A entrega das listas decorre até 21 de Março, realizando-se as eleições a 21 de Abril.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Aprovada a moção do BE: hospital e saúde em Guimarães

Na primeira sessão de Assembleia Municipal de 2012, que decorreu na passada sexta feira, o Bloco de esquerda apresentou uma moção onde defendia a reposição do normal funcionamento do Centro Hospitalar do Vale do Ave e a qualidade do serviço nacional de saúde no concelho.

Este assunto tem merecido toda a atenção do Bloco de Esquerda, e no decorrer das acções levadas à Assembleia da República pelos deputados do BE, também o grupo municipal entendeu que era da maior importãncia  trazer este assunto para a ordem do dia.

A moção, exigia que o governo nomeie o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Alto Ave, e manifestava-se contra os cortes nos serviços e encerramento dos Centros de Saúde ao fim-de-semana e feriados.



Guimarães depara-se com um grave problema de saúde: aquilo a que vimos assistindo com os sucessivos cortes impostos por este governo é no fundo o desmantelar do serviço nacional de saúde: o esvaziamento de serviços, o corte nas especialidades, o corte nas horas extraordinárias, a não contratação de pessoal configuram uma situação perigosa que põe em causa um direito essencial e que põe em causa a vida dos cidadãos e cidadãs que vêem dificultado o acesso aos cuidados públicos de saúde.

O desinvestimento no serviço público beneficia o sector privado que tem investido em áreas onde deixa de existir serviços públicos. O dever do estado é assegurar uma saúde pra todos, e não promover negócio.
Nesse sentido apelamos que os partidos votassem favoravelmente a moção, mostrando dessa forma que põe de facto os interesses da população desta terra e desta região acima de quaisquer outros.


É de salientar que votaram favoravelmente, juntamente com o Bloco de Esquerda, os deputados municipais do PS, e da CDU. Os deputados do CDS e PSD numa atitude seguidista, votaram contra esta moção. Daqui se pode facilmente ler que PSD e CDS não querem uma melhor saúde na região nem estão preocupados com a situação que se vive. Esta atitude demonstra bem que estes dois partidos, não defendem os interesses das populações nem no poder central nem a nível local.

A moção aprovada por maioria será enviada ao ministério da saúde.

Ler a moção.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Louvor ao quê?




Imagem: Agência Lusa

Na Assembleia Municipal de Guimarães na última sexta feira, o PSD apresentou uma moção de louvor pela elevação a Cardeal de Monteiro de Castro. O mesmo cardeal, que afirmou, por altura da sua elevação, que  os problemas do país seriam resolvidos se a mulher ficar em casa a aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, a educação dos filhos. Estas mesmas afirmações podem ser lidas em toda a imprensa, nomeadamente na entrevista ao Correio da Manhã.



Não podemos aceitar este discurso claramente discriminatório e que agrava a já débil situação que as mulheres vivem no mundo do trabalho: a dificuldade de arranjar emprego, os salários mais baixos face a funções iguais desempenhadas por homens. Estas ideias acabam por enfileirar num conjunto de outras que contribuem para a discriminação de género: não contratar mulheres porque podem engravidar, porque terão sempre mais responsabilidades com os filhos, porque devidos às suas responsabilidades faltam mais, pagar menos a uma mulher porque é mulher,  facilitar o seu despedimento...


E por estas mesmas razões votamos contra a moção de saudação apresentada pelo PSD na Assembleia Municipal de Guimarães. Em que dignifica isto a cidade de Guimarães? E o que pensam as mulheres sobre isto, incluindo as deputadas do PSD, do CDS, do PS e da CDU que votaram favoravelmente esta moção? As reuniões da AM duram até perto das 2 da manhã. Aos olhos do cardeal, não deveriam estar em casa a zelar pelo bom sono dos seus filhos?
Imagem: Bloco de Esquerda

Não houve no nosso voto qualquer motivação de natureza anti religião, até porque entendemos que esta está enraizada sobretudo na cultura do Norte do país, e por tal merece o nosso respeito. Não podemos é compactuar com esta postura que só pode merecer a nossa reprovação: não podemos aceitar a propagação de ideias que alimentam desigualdades, discriminação e que põe em causa os direitos que as mulheres foram consquistando quer no trabalho, quer no seu papel de cidadãs.  

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Hospital de Guimarães com 16 horas de espera

Este fim de semana o tempo de espera no hospital de Guimarães ascendeu às 16 horas. Este número é revelador  da falta de meios do hospital e da sua incapacidade a responder às solicitações.
Isso mesmo já tinha sido denunciado pelo Bloco de Esquerda de Guimarães quando foi comunicada a intenção de encerrar os centros de saúde aos fins de semana e feriados.

Esta notícia só vem mostrar  o total descabimento de tal pretensão, e o caos em que se tornará o atendimento no hospital caso essa medida seja levada por diante.

Os cortes cegos que estão a ser feitos, nomeadamente no pagamento de horas extraordinárias, não são admissíveis e põe em causa o serviço nacional de saúde. Mais podemos afirmar: põe em causa a própria vida das pessoas!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Apoio social deve ser prioridade no concelho

O presidente da Câmara, António Magalhães anunciou que não serão atribuídos subsídios às colectividades desportivas do concelho, uma vez que será dada prioridade aos apoios sociais.

Estas declarações vem de encontro ao que o Bloco de Esquerda tinha defendido já aquando da elaboração do orçamento municipal para 2012, quando endereçou propostas à câmara. Estas propostas  visavam o real reforço dos apoios sociais, canalizando para tal, verbas que estavam dispersas em artigos, que dada a realidade que vivemos, não são prioritários.

A posição do  presidente da Câmara vem dar razão à posição assumida pelo Bloco, e portanto não se percebe porque não foram desde logo consagradas mais verbas para o sector social, nem tidas em conta as propostas do Bloco de Esquerda.

Para o orçamento, e que toca ao eixo social o Bloco defendia :
A acção social é um eixo fulcral no qual a autarquia deve centrar os seus esforços.

Considerando as dificuldades crescentes que a região Norte atravessa, com especial incidência no Concelho de Guimarães, com o crescente aumento de desemprego, agravamento das condições de vida impostas por uma economia incapaz de responder à situação e por políticas que empobrecem sistematicamente os cidadãos e as famílias, o Bloco de Esquerda considera que ao Município compete assumir opções que atenuem estas dificuldades.


Assim, tendo em conta o agravamento da situação social e económica de muitas famílias de Guimarães, e uma vez que tudo aponta para que ao longo de 2012 cresçam os casos de carência e de injustiça social, é nosso entender que a Câmara Municipal de Guimarães deve:


- proceder à redução ou isenção de taxas municipais para desempregados há mais de um ano, efectuando os devidos estudos para pôr esta medida em prática;
- implementar um passe social para munícipes que tenham rendimentos abaixo do salário mínimo;



- em conjunto com o agrupamento de escolas garantir o acesso das crianças/estudantes a um conjunto de actividades durante o período de férias escolares, garantindo a ocupação de tempos livres e refeições;


- reforçar a verba para apoio das famílias carenciadas.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

António Magalhães atento à segurança do concelho?

Na última reunião do Conselho de Segurança Municipal, o presidente da Câmara, António Magalhães, afirmou que pretende que em 2012, ano da Capital Europeia da Cultura, haja mais atenção às questões de segurança.


O Bloco de Esquerda não compreende que estando o Sr. Presidente preocupado, não convoque, tal como lhe compete, as reuniões do Conselho de forma trimestral, como determina a legislação (art. 7º Lei n.º 33/98 de 18 de Julho).

Estas reuniões têm sido realizadas apenas uma vez por ano, periodicidade que pode comprometer a segurança do município. Isto porque à distância de um ano, são apenas dadas informações e apresentados dados estatísticos, e não é trabalhada entre as entidades uma estratégia de intervenção.

Na prática este orgão não está a desempenhar os objectivos que lhe competem,

As competências do Conselho vão muito além das funções ora desempenhadas que se tem resumido ao prestar de contas. Compete-lhe o acompanhamento e apoio de acções de prevenção, bem como o levantamento das situações sociais que necessitem de mais apoio à inserção, tendo ainda como objectivo promover a discussão sobre medidas de combate à criminalidade e à exclusão social do município e formular propostas de solução para os problemas.
Num ano de CEC, mas sobretudo numa época em que se acentuam as diferenças sociais, parece-nos importante que o conselho passe a reunir de três em três meses, de acordo com a legislação, e que cumpra de forma empenhada os seus objectivos, articulando com as diferentes entidades formas de promover a segurança e combater a exclusão social, num esforço alargado de combate às verdadeiras origens dos problemas.








terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Bloco questiona Governo sobre o Centro Hospitalar Alto Ave

O Bloco de Esquerda acaba de questionar o Governo  sobre a situação inusitada que se vive no Centro Hospitalar do Vale do Ave que se encontra a funcionar sem direcção clínica e com apenas dois membros no Conselho de Administração. O Bloco de Esquerda considera incompreensível que uma unidade hospitalar possa estar em funcionamento sem Conselho de Administração e sem direção clínica, com todos os riscos inerentes de degradação do funcionamento hospitalar bem como dos serviços prestados às/aos utentes. Esta situação carece de esclarecimento e exige a sua imediata resolução por parte do Ministério da Saúde.

Ver aqui a pergunta.

Fernando Rosas em Guimarães

Guimarães Digital

GUIMARÃES 2012
Fernando Rosas conversa com jovens em “Histórias do Futuro” de Guimarães 2012 O deputado Fernando Rosas junta-se a 30 estudantes vimaranenses na iniciativa “Histórias do Futuro”, a convite de Guimarães 2012 Capital
Europeia da Cultura. O encontro terá lugar no próximo sábado, dia 11 de Fevereiro, na Escola Secundária Francisco de Holanda.
O projecto propõe a reflexão e discussão de temas que permitam aos jovens participantes perspectivar o seu futuro. A iniciativa decorre paralelamente também em Maribor – que partilha o estatuto de Capital Europeia da Cultura em 2012 –, pelo que o resultado dos trabalhos será publicado numa edição trilingue (português, inglês e esloveno), e culminará com uma visita dos jovens vimaranenses e eslovenos a Maribor e a Guimarães, respectivamente.
Além de ter tido uma participação na vida política nacional – nomeadamente enquanto deputado do Bloco de Esquerda, do qual foi fundador –, Fernando Rosas é um reconhecido historiador e académico. Professor catedrático na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tem uma vasta obra publicada, sendo considerado um dos maiores especialistas nacionais na História do Estado Novo. A partilha da sua visão e experiência promete ser um contributo significativo para a reflexão que os jovens participantes no projecto têm vindo a desenvolver. A sessão é aberta ao público e decorre entre as 15h00 e as 18h00.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Aumento nos transportes

A coordenadora concelhia de Guimarães do Bloco de Esquerda, reunida a 2 de Fevereiro, vem expressar a sua total oposição a mais um aumento dos transportes públicos, que vem agravar ainda mais a débil situação económica de muitos vimaranenses. O Bloco de Esquerda de Guimarães entende que é neste momento da maior importância apoiar as famílias mais carenciadas do concelho, os trabalhadores e estudantes que sofrem o impacto provocado pelos aumentos brutais dos transportes, em especial aqueles com menores rendimentos.


A mensalidade dos passes dos transportes públicos representa uma fatia importante do orçamento das famílias, despesa essa que contribui para a diminuição real dos salários e do poder de compra. Para muitas famílias, sobretudo para os trabalhadores que já enfrentam sérias dificuldades não há como fugir a esta realidade, uma vez que não existe qualquer alternativa.

O transporte público tem um papel crucial na mobilidade, na poluição, e no trânsito, mas é ainda mais decisivo na vida das pessoas que dele dependem para ir trabalhar ou estudar.
Salienta-se ainda que esta medida é contraproducente e põe em causa os esforços de anos para promover os transportes públicos e retirar o trânsito das cidades .

As famílias estão neste momento sob o maior ataque deste governo. São elas que têm de suportar todos os aumentos, sem qualquer alternativa nem capacidade de fuga. Os transportes públicos são um serviço essencial e é profundamente injusto que os trabalhadores e as famílias com estudantes sejam o alvo destas medidas tão penalizadoras que na prática representam o agravamento das condições de vida e consubstanciam um roubo sobre os salários mais baixos.

A coordenadora concelhia encetará ainda este mês um conjunto de acções de protesto e exigência de medidas protectoras no sector dos transportes.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

PDM em discussão pública

























Sexta feira, 3 de Fevereiro, realiza-se pelas 14:30 h no salão nobre da Câmara Municipal uma sessão pública de esclarecimento do Plano Director Municipal.

O Bloco de Esquerda lamenta no entanto que a iniciativa não tenha sido divulgada e se faça num horário que exclui desde logo a grande maioria dos munícipes, impedindo-se assim que seja uma sessão participada por todos quantos trabalham.

O plano Director Municipal é um instrumento de gestão que importa a todos os vimaranses, mas é também um instrumento complexo e de difícil compreensão. Por isso é essencial que as populações sejam esclarecidas sobre as matérias tratadas.

Ao vedar a participação de boa parte dos munícipes, encurta-se a cidadania e remete-se a discussão pública a um conceito vago, que na prática não significa discussão nem participação nenhuma.

O bloco de Esquerda entende que estas sessões deviam cumprir os objectivos de esclarecer as populações, reduzir a opacidade dos regulamentos e informação que compõe o PDM e obter da participação pública matéria a ser tida em conta na própria revisão.

Não é este o modelo que parece seguir-se aqui em Guimarães.
Não parece haver da parte da Câmara Municipal grande vontade de incluir as populações neste debate, uma vez que a divulgação e publicitação das sessões é quase nula ou mesmo inexistente.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Contra o encerramento dos centros de saúde
























Bloco de Esquerda contra o encerramento mais cedo e ao fim de semana dos centros de saúde em Guimarães

A Coordenadora Concelhia de Guimarães Bloco de Esquerda vem manifestar o seu mais vivo repúdio à decisão do Ministério da Saúde de reduzir o horário de funcionamento e encerramento dos centros de saúde ao fim de semana no Concelho.
Esta medida virá afectar ainda mais negativamente as populações do concelho e agravar as condições de atendimento nas urgências do Hospital de Guimarães que já manifestam insuficiência de meios.

Este é mais um ataque ao Serviço Nacional de Saúde do governo PSD/CDS, que além do aumento das taxas moderadoras, decide agora através do encerramento de serviços dificultar ainda mais o acesso dos portugueses que mais precisam à saúde.
Esta medida é ainda mais penalizadora: porque vai fazer com que urgências menores, que poderiam ser tratados nos centros de saúde, transitem para os hospitais aumentando assim o número de casos a tratar, o que fará com que inevitavelmente deixem de conseguir dar resposta necessária.

Com os recentes aumentos das taxas moderadoras, as populações verão dificultado o acesso aos cuidados de saúde, e tememos que muitas famílias com casos de atendimento necessário deixem de acorrer ao hospital por falta de meios económicos.

A direita caminha assim firmemente para a destruição do Serviço Nacional de Saúde, favorecendo os interesses de clínicas e hospitais privados, e deixando uma boa fatia da população vimaranense sem acesso aos cuidados de saúde que a constituição prevê.

Considerando que esta decisão de encerrar mais cedo e ao fim de semana os centros de saúde prejudica gravemente os interesses da população do concelho, o Bloco de Esquerda de Guimarães manifesta a sua solidariedade a todos aqueles que são vítimas desta politica e apela a todos aqueles que defendem o SNS consagrado na constituição, que lutem para que estes direitos não sejam destruídos.

A coordenadora concelhia do BE
Guimarães

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Bloco apoia a greve geral


A Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de Guimarães apela a todas as cidadãs e a todos os cidadãos que participem na Greve Geral de 24 de Novembro, num grande protesto contra as políticas que protegem as bolsas e os bancos e que atacam as pessoas. Com o aumento dos impostos, os cortes nos salários e dos subsídios de férias e de Natal, o governo pretende tirar tudo aos que menos têm, para que aqueles que provocaram a crise continuem a ganhar com ela e ainda recebam mais ajudas com o dinheiro que diariamente roubam às portuguesas e aos portugueses.

A resposta da austeridade falhou em toda a linha e é receita para o desastre. Na Irlanda e na Grécia, países que como Portugal já estão sob a tutela da troika, são evidentes os seus efeitos: o desemprego não pára de crescer, a economia não recupera e a pobreza conhece números nunca antes vistos.

Varrendo os direitos conquistados nas últimas décadas, o governo e a troika querem impor um novo regime social em Portugal, assente em baixos salários, na precariedade laboral, na perda dos subsídios de férias e de Natal, no trabalho gratuito, sem acesso aos cuidados de saúde ou à educação pública, sem direito a um passo social, a um abono de família ou subsídio de desemprego. Isto é um assalto, sem precedentes, a cada cidadã e a cada cidadão de Portugal.

Com um imposto sobre transferências para paraísos fiscais, grandes fortunas e bens mobiliários era possível evitar os cortes feitos no passado e previstos para 2012. Mas, para recompor os cofres da banca privada, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas tiram tudo aos que menos têm e levam o país a afundar-se na pior recessão desde 1975 e ficar ainda mais refém dos credores

Esta é uma greve das/dos estudantes e jovens, a quem o Secretário de Estado da Juventude expulsa do país e a quem lhes nega um futuro.

Esta é uma greve das desempregadas e dos desempregados a quem o acesso ao subsídio de desemprego está vedado e para quem não há perspectivas de empregabilidade.

Esta é uma greve de quem descontou uma vida inteira de trabalho e que agora vê reduzida a sua pensão.

Esta é uma greve de quem trabalha e a quem o governo quer que trabalhe gratuitamente mais 16 dias por ano, bem como feriados.

Esta é a greve dos pequenos comerciantes e industriais a quem o governo vai asfixiar com os aumentos previstos do IVA, do preço da energia ou dos combustíveis.

Esta greve é de cada portuguesa e de cada português cujas vidas têm vindo a ser sacrificadas.

Só a Greve Geral pode dar um novo rumo a Portugal, por uma verdadeira justiça fiscal, contra o roubo dos direitos, por uma democracia real.


O Bloco de Esquerda de Guimarães coloca-se ao lado das pessoas que são o alvo destas políticas de direita - políticas que pretendem desregular o mercado de trabalho, que levam à precarização, à pobreza e que só agravam os problemas do país aumentando a desigualdade. Num concelho dizimado pelo desemprego, sem apoios, as pessoas vêem ainda agravada a sua situação com o aumento dos custos dos transportes e da energia, a redução real e efectiva do poder de compra.

O movimento social é essencial neste combate e por isso o Bloco de Esquerda de Guimarães apela à participação, à luta exigente dos trabalhadores, dos desempregados, dos reformados, dos estudantes e de todos quantos são visados, contra este estado austeritário, como caminho para a criação de alternativas à situação que hoje vivemos.


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Posições do BE na Assembleia Municipal de Guimarães Posições do BE na Assembleia Municipal de Guimarães


Na última Assembleia Municipal, o Bloco de Esquerda de Guimarães, denunciou mais um caso de poluição, no rio Selho .

A posição do BE vem sendo de constante alerta para os casos de poluição e atentados ambientais existentes pelo concelho, cuja responsabilidade é directa ou indirectamente da Câmara Municipal.

O Bloco de Esquerda votou ainda contra a opção da Câmara Municipal de entregar o fornecimento de refeições em cantinas escolares a empresas de catering.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O círculo da Troika

A "festa" das Legislativas está ao rubro, principalmente entre o "Círculo do Poder" (já explico porquê), ao qual eu gosto de chamar "círculo da troika".
Para começar, uma breve nota:
- Troika, o que significa?
Pois bem meus caros, depois de ter investigado, eis o que encontrei:
"Troika é uma palavra de origem russa que pressupõe a existência de uma equipa de 3 membros, no caso actual, 3 entidades.
Na Rússia, é usada para descrever uma carroça que é puxada de por 3 cavalos..."
Parei logo aqui, pensei, "Aqui está". É uma proeza igual a tantas outras que as Línguas nos trazem, onde, embora o contexto mude, os significado e a grafia da palavra permanecem intactas.
Era aqui que eu queria chegar, a infame "troika" é uma força de 3 cavalos: FMI, BCE, Comissão Europeia, que veio para nos puxar, para puxar a carruagem que é Portugal. Veio para nos puxar para os pés do Rei, o deslumbrante Capital. Não é ao acaso que lhe chamei de Rei. Chamei-o de tal modo, pois, assim como na Monarquia, o povo suporta o resto da nação, e é o que menos direitos tem. Vejam, outra proeza da Língua.
A "troika" ajuda-nos a chegar ao Reino do Capital, indo pela auto-estrada da injustiça, passando pela portagem da austeridade, mas não se preocupem, o povo paga.
Termina aqui a minha nota, mas começa a minha ideia.
Era nestas alturas que eu gostava de ver Freud vivo. Seria interessante ver a sua psicanálise ao Dr.Portas, pois a mim custa-me imenso compreendê-lo . Gostava que Freud me explicasse, talvez não num ensaio, mas numa obra de três volumes, como é que alguém que sabe o que se vive, já por isso está nas feiras, alguém que sabe as dificuldades que esses mesmos, ou seja, nós, enfrentámos assina um documento de aprovação da nossa viagem ao Reino do Capital.
Gostava de ver Freud a explicar no seu segundo volume, a definição da "Defesa do Povo" do Dr.Portas...Ah, não precisamos de retirar Freud da sua paz eterna (seja ela no Céu, ou onde quer que seja). Basta ir-mos à página 339 de "O meu primeiro Dicionário" da Porto Editora, e lermos a primeira palavra: Hipocrisia.

Nem mais. Definição: Fingimento de Qualidades para esconder defeitos. O discurso cheio de moralismos do Dr.Portas, não passa disso: Hipocrisia.

Aqui está, já estou a falar do Círculo do Poder, ou pelo menos os Círculo das Sondagens, ao qual eu gosto muito de analisar e de me rir quando vejo a sua amostra de entrevistas.

Podemos agora passar para os laranjas e os rosas.
A campanha não passa disso:
Insulto vai, volta, novo insulto vai, volta...sucessivamente. (Grande ideia terem posto campanhas eleitorais em sítios diferentes, quer dizer, má ideia para os fãs de luta livre). Mas a verdade é que esses insultos são facas que têm como objectivo tornar o laranja e o rosa em preto. Mas no meio está o Povo, e este leva com as facas todas...

Curioso: 3 partidos, 3 candidatos, 3 discursos moralistas e defensores do povo, 3 canetas a subscrever a carta verde da desgraça.

Não vou falar dos outros 2 partidos, pois me chamariam de utópico e diziam que precisava de ir para as Novas Oportunidades.
Uma psicóloga disse-me: "Tu tomas decisões mais rapidamente através do que o que vês fazer, do que o que vês (ou ouves) dizer."

Espero que isso aconteça 5 de Junho, caso não, boa viagem, levem comprimidos para as dores...desculpem, para a carteira.

Tiago Peixoto

(Jovem de 13 anos, de Guimarães)

Ilustração de Carla Cristiana Carvalho

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Despoluiçã​o do Ave - Deputado Pedro Soares desmente ministra do Ambiente



O Bloco de Esquerda sublinha que ainda há muito trabalho a fazer no que concerne à despoluição do rio Ave. Não é verdade, tal como foi anunciado pela ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, que o rio esteja livre da poluição.

Este não passa de mais um truque eleitoral do Governo, que pretende enganar a população da Região. Aliás, como se pode defender o trabalho feito, se é a própria ministra que diz que o rio ainda não poderá ser usufruído pela população nos próximos anos? Não se percebe, assim, qual o trabalho foi efectuado por este Executivo.

«A população está farta de promessas não cumpridas. O caso da despoluição do rio Ave é paradigmática: eleição após eleição sucedem-se as promessas dos mesmos: PS e PSD. Contudo, passaram 30 anos e o resultado está à vista: o rio continua poluído e a população privada do seu usufruto», denuncia o deputado do BE pelo distrito de Braga, Pedro Soares.

Tal como o BE denunciou, em visitas efectuadas ao curso de água e através de perguntas dirigidas ao Governo continuam a verificar-se várias descargas ilegais no rio Ave, que se prolongam há vários anos.

Nessa mesma visita, um dos responsáveis por uma das ETAR admitiu, tal como é fácil comprovar no terreno, que «existem ainda empresas que não estão a realizar a ligação aos sistemas de drenagem». Ao contrário do que foi referido pela ministra.

Para existir uma efectiva melhoria do ambiente, o BE defende o «reforço da fiscalização junto dessas empresas para assegurar que são realizadas as referidas ligações», propõe Pedro Soares, candidato do BE na região.

O BE considera «igualmente, para as empresas que optaram por ter sistemas de tratamento próprios dos seus efluentes ou que têm em funcionamento estações de pré tratamento, que é necessário garantir que cumprem todas as normas ambientais aplicáveis».

Pergunta do BE ao Governo: http://beparlamento.esquerda.net/media/PoluicaoAve.pdf

terça-feira, 10 de maio de 2011

Bloco defende refeições escolares públicas



No seguimento das última notícias veiculadas pela comunicação social, relativamente aos refeitórios escolares, o Bloco de Esquerda de Guimarães vem reafirmar a posição que defendeu na última Assembleia. As notícias da falta de comida nos refeitórios só provam a pertinência do Bloco de Esquerda ao colocar este assunto na ordem do dia e comprovam a veracidade das declarações feitas pela deputada municipal Carla Carvalho.


Deveria ser a Câmara a assegurar a prestação de refeições nas escolas que estão sob sua gestão, uma vez que dispõe dos meios e dos funcionários necessários para o efeito. A opção pela concessão é uma má opção, com um claro prejuízo para qualidade do serviço prestado, bem como para o erário público.


Assim, ao concessionar a confecção e fornecimento de refeições em cantinas escolares a empresas privadas, a Câmara está a:


1- ceder um espaço público (o espaço escolar das cantinas e seu material) para exploração privada - sendo a Câmara a pagar o serviço acrescido dos lucros das empresas em causa;


2- pagar a terceiros um serviço que era antes prestado pelas escolas e seus funcionários, e que poderia ser assegurado pela própria Câmara com vantagem para o erário público;


3- ao manter os contratos de concessão, cujas empresas não cumprem as obrigações que lhes competem, está a proteger deliberadamente as empresas, em detrimento do seus munícipes, afectando de forma gravosa os mais jovens, cujas famílias enfrentam cada vez mais dificuldades.

A alimentação das crianças não pode servir para favorecer interesses privados. As escolas e os serviços de acção social devem estar, acima de tudo, ao serviço do ensino e dos alunos. Se o fornecimento das refeições é em quantidade insuficiente, a Câmara deve rescindir o contrato com a empresa fornecedora e garantir por todos os meios o cumprimento dos objectivos.


Com a transferência de competências para os municípios, de acordo com o Decreto-Lei n.º 144/2008,sendo a Câmara Municipal de Guimarães responsável pela gestão de refeitórios e fornecimento de refeições escolares nas EB1, e das EB 2 e 3, e tendo sido ela a celebrar os contratos de concessão, é a ela que cabe agora denunciar estes contratos.


Esta é a única forma de salvaguardar o interesse da comunidade: pais, professores e alunos, garantindo refeições com qualidade e em quantidades suficientes, capazes de garantir o aporte nutricional necessário ao desenvolvimento físico e intelectual de crianças e jovens, cumprindo o especificado no Decreto-Lei n.º 55/2009.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bloco condena a passagem da Universidade do Minho a fundação de direito privado



O Bloco de Esquerda, porque sempre se tem posicionado contra tentativas de privatizar o ensino, quer reiterar a sua posição em relação à presumível passagem da Universidade do Minho a fundação de direito privado, aproveitando o ensejo particular de debate em torno da questão.


- O regime fundacional remete-nos para a experiência das universidades inglesas, abandonadas à sorte dos mercados, vilipendiando áreas de conhecimento em detrimento de outras mais lucrativas, aumentando propinas, elitizando o ensino e endividando milhares de estudantes.


• A competitividade gerada só no plano lucrativo poderá levar-nos a um sistema de ensino desprovido de áreas não produtivas.


• O valor das propinas poderá aumentar (como já aconteceu no ISCTE, em que há mestrados que custam 37 mil euros) e milhares de estudantes poderão perder o acesso ao ensino.


• A centralidade do “regime de contrato” engrandece o número de preocupações, já que a natureza privada de um contrato entre duas entidades públicas nos obriga a encarar um sistema de contratações de justiça mais que duvidosa.


• A diminuição da valência académica da Universidade do Minho, que, com a passagem a fundação, ficaria institucionalmente diminuída, traduzir-se-ia em desvantagens para tod@s @s estudantes que tivessem certificados de habilitações literárias da Universidade do Minho.
Num cenário em que os cortes nas bolsas da acção social têm afastado do Ensino Superior milhares de estudantes, o Bloco está preocupado com esta presumível passagem a fundação, que poderá resultar no afastamento perpétuo de milhares de estudantes, sacrificado em prol de interesses que visam simplesmente o lucro privado.


Porque quer um ensino público, de qualidade e democrática, o Bloco de Esquerda não pode jamais compactuar com estas brandas tentativas de maquiar os atributos académicos da Universidade do Minho e com este fortíssimo ataque à justiça social.